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19.10.14

FOOD MATTERS.


CO.MI.DA!

É, exato - um dos meus assuntos favoritos. Não é novidade pra ninguém que eu vivo colocando a meta de viver de forma mais saudável, mas, não tanto por um certo amor ao junk/fast food e mais pela falta de disciplina, acabava sempre boicotando o plano. Ando mais madura, logo mais focada, e ultimamente to orgulhosa de me manter mais regrada. Se isso é algum projeto verão? Graças a Deus, não! Poderia nomear mais como um 'projeto velhice sem remédios (e sem doenças, porque remédio eu nunca tomei, mas imune acredito que nunca fui também)'.

Na primeira semana não foi fácil - aliás, tenho quase certeza que foi mais ou menos por isso que um colega meu me mandou buscar ajuda em psiquiatra naquele momento - mas agora tá indo mais naturalmente. Ainda como pizza quando me reúno com as amigas antigas e torta quando em aniversário compareço, mas isso virou exatamente o que falei, um evento, não uma prática cotidiana. O que significa que não compro mais chocolate quando vou no mercado só por vê-lo ao lado do caixa, e meu lanche não é mais bolacha recheada faz algum tempo.

Posso dizer uma coisa? É ótimo. Me sinto mais leve, menos cansada e melhor humorada. Também ando pesquisando muito, percebendo que ainda consumo vários alimentos não tão benéficos à minha saúde, mas a evolução é visível.

Se você também tem a alimentação saudável como uma meta de vida, aconselho não se exigir demais (comi picanha na minha avó hj, btw), e pesquisar muito. Aqui dois documentários bem interessantes sobre o tema - ambos legendados, para não se perder detalhes.

Dica carinhosa de iniciante para iniciante ;)


7.8.14

...


Eu sempre acho que essas duas fotos tem algo de parecido. Não tem?

Não estou fazendo piadinha sobre ambas serem fotos retratando gatos, por favor.

3.8.14

BASIC BITCH





Boa basic bitch que sou, eis ai fragmentos do meu editorial favorito ever. Da Vogue Paris, em meados de 2007 ou 2009...

(Se clicar nas imagens, ficam grandonas)

2.8.14

O QUE EU FALO QUANDO FALO DE CORRIDA

   "Se usasse o fato de que estou ocupado para não correr, nunca mais correria. Tenho apenas alguns motivos para continuar a correr, e um caminhão deles para desistir. Tudo que tenho que fazer é manter esse poucos motivos muito bem cuidados."

   "Relendo o artigo que escrevi na época dessa corrida na Grécia, descobri que depois de uns vintes e poucos anos, e o mesmo tento de maratonas mais tarde, os sentimentos que tenho quando corro quarenta e dois quilômetros são os mesmos da época. Mesmo agora, sempre que corro uma maratona, minha mente passa exatamente pelo mesmo processo. Até trinta quilômetros tenho certeza de que consigo fazer um bom tempo, mas passando dos trinta e cinco meu combustível acaba e começo a me irritar com tudo. E no fim me sinto como um carro que ficou sem gasolina. Mas depois de tudo terminado e algum tempo passado, esqueço a dor e o sofrimento e já estou planejando como posso fazer um tempo um pouco melhor na corrida seguinte. O gozado é que, independentemente de quanto eu já tenha passado pela experiencia na prática, independentemente do avanço da idade, tudo é sempre uma repetição da vez anterior.
   Acho que determinados tipos de processo não permitem qualquer variação. Se você precisa fazer parte do processo, tudo que tem a fazer é transformar - ou talvez distorcer - a si mesmo mediante a repetição persistente, e tornar esse processo parte de sua própria personalidade."



Haruki Murakami em O Que Eu Falo Quando Falo de Corrida.

27.6.14

THREE THINGS


1. The Man Who Invented Himself - documentário sobre o fotógrafo contemporâneo Duane Michals.
2. Slipper preto.
3. Three Lifes - meu segundo livro da Gertrude Stein ( o primeiro, A Autobiografia de Alice Toklas, foi bom o bastante para que eu queira o terceiro, o quarto...)

26.6.14

SOB UMA ESTRELA PEQUENININHA

Me desculpe o acaso por chamá-lo necessidade.
Me desculpe a necessidade se ainda assim me engano.
Que a felicidade não se ofenda por tomá-la como minha.
Que os mortos me perdoem por luzirem fracamente na memória.
Me desculpe o tempo pelo tanto de mundo ignorado por segundo.
Me desculpe o amor antigo por sentir o novo como primeiro.
Me perdoem, guerras distantes, por trazer flores para casa.
Me perdoem, feridas abertas, por espetar o dedo.
Me desculpem os que clamam das profundezas pelo disco de minuetos.
Me desculpem a gente nas estações pelo sono das cinco da manhã.
Sinto muito, esperança açulada, se às vezes me rio.
Sinto muito, desertos, se não lhes levo uma colher de água.
E você, falcão, há anos o mesmo, na mesma gaiola,
fitando sem movimento sempre o mesmo ponto,
me absolva, mesmo se você for um pássaro empalhado.
Me desculpe a árvore cortada pelas quatro pernas da mesa.
Me desculpem as grandes perguntas pelas respostas pequenas.
Verdade, não me dê excessiva atenção.
Seriedade, me mostre magnanimidade.
Ature, segredo do ser, se eu puxo os fios das suas vestes.
Não me acuse, alma, por tê-la raramente.
Me desculpe tudo, por não estar em toda parte.
Me desculpem todos, por não saber ser cada um e cada uma.
Sei que, enquanto viver, nada me justifica
já que barro o caminho para mim mesma.
Não me julgues má, fala, por tomar emprestado palavras patéticas,
e depois me esforçar para fazê-las parecer leves.


Wislawa Szymborska